quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pequenos Tabus, Grandes Bobagens



  Finalmente estamos de volta!! ^^

 Como vocês sabem, eu e a Anna tivemos um meio de ano bem tumultuado, ela com a faculdade e eu com mudança de apartamento. Mas agora estamos de volta com os posts de dicas e curiosidades sobre nossos queridos BJDs, aqui no Make Me Real Blog.

 Esses dias que passei longe não tive tempo algum pra dedicar as criaturinhas de resina, nem pra foto, nem pra foto história (coisa que tô sentindo uma falta terrível OO) o que por enquanto me impede de postar qualquer tutorial ou dica.


 Então, por hoje vamos conversar um pouco a respeito da comunidade dollística e dessa vez escrevi sobre alguns tabus não verbalizados, mas que já vi por aí, pra que os novos colecionadores compreendam e não caiam neles e nem se deixem abater por isso. Ou pros antigos colecionadores, que ainda não mudaram sua postura, façam uma auto avaliação e repensem suas atitudes no hobby.

 E ai, preparados pra saber um pouco mais a respeito desse assunto?


 - Dolls de segunda mão, devo comprar?

 Resolvi começar com esse assunto, porque vai direto ao quesito compra de dolls, que é um dos primeiros passos que levam muitos a fazer parte da comunidade ativamente.

 Muita gente tem medo de começar comprando (ou de adquirir ao longo do tempo) um doll de segunda mão por várias razões.

 Confesso que comecei com um BJD direito da loja, mas na época em que entrei pro hobby não tinha contado com nenhum dono, nem conta no fórum Den of Angels onde o mercado de segunda mão é maior, pra pensar em comprar um BJD de um dono e não da loja.

 Hoje é mais fácil ter acesso a vendas de donos e a fóruns como o Den of Angels ou o nosso nacional, Resin Heaven. Vez ou outra aparecem alguns disponíveis a venda por diversos motivos: desde o dono largando o hobby a querer mudar o modelo do personagem.

 De qualquer forma, serei sincera em dizer que, atualmente prefiro adquirir um doll em bom estado de segunda mão, pelas vantagens: O envio é mais rápido porque ele já está pronto e em mãos. Se o vendedor for uma pessoa cuidadosa, ele certamente virá sem dano algum e muitos parcelam a venda (layaway) em até umas 4 vezes, coisa que diversas lojas ainda não fazem.

 Existe também o caso d’eu querer loucamente apenas a head de um modelo e não gostar do corpo e preferir outro pro seu personagem e a venda de segunda mão possibilita isso, que são as chamadas splits.

 Mas claro, como já explicamos aqui no Blog, é sempre bom pesquisar bem e conferir o estado do doll antes de decidir comprá-lo, pra evitar futuros aborrecimentos. Podem conferir a respeito de compras de dolls de segunda mão aqui nesse post.


Johann - Meu BJD de segunda mão que comprei da Anna G. <3


 Então, o que quero dizer não é você deve ou não começar comprando BJDs de segunda mão e sim que deve fazer o que for melhor pra si.


 - Baratear doll, posso?

 Uma máxima que sempre usamos e defendemos é: O dinheiro é seu e tu faz com ele o que quiser.

 Tendo isso em mente, vamos a um tópico polemico no fórum nacional: Baratear doll.

 O que quer dizer isso? Explicamos:

 Digamos que quer muito um doll, que é uma cabeça ultra mega blaster limitada (ou apenas que a cabeça já é bem alta pra sua renda, mesmo sendo uma bem comum) e mesmo se juntasse durante um bom tempo, não teria como obter o dito inteiro com corpo, head e itens, pelo valor total dele.

 Fazer o que? Deixar de tê-lo porque sua renda não bate e procurar um hobby que cabe no seu bolso?

 Bom, apesar de já ter visto colecionadores dizerem isso, JAMAIS concordaremos com essa mentalidade. Ditar o que uma pessoa pode fazer ou não com seu próprio tempo livre e querer que alguém não entre em um hobby pela pessoa não ter uma renda ‘x’ é discriminação.

 Até porque, acreditamos que quando queremos algo, lutamos pra ter aquilo. No caso de hobby, pode ser economizando nos itens extras em que gastamos, sem claro, abrir mão dos artigos de primeira necessidade, porque também não adianta nada comprar um doll inteiro de uma loja super cara, e se enfiar em dívidas com todo o resto na vida pessoal.

 Ou seja, se é possível pra você, após avaliar sua renda e suas economias, comprar pelo menos a head do BJD, resta uma segunda opção: Um corpo de uma loja mais barata.

 E aqui chegamos ao ‘baratear um doll’.

 O corpo em lojas mais baratas, geralmente em lojas chinesas, tem uma diferença considerável no preço. Obviamente por um valor menor, não poderia esperar a mesma qualidade. Nesses casos a resina é mais fina, o que deixa o corpo mais delicado e suscetível a quebrar quando d’uma queda ou pancada e a amarelar mais rápido que um corpo feito com resina coreana ou a resina resistente da Volks (loja japonesa mais sobre a Volks no post da Anna G, aqui).

 Mas se esses fatores não te incomodarem e o valor do corpo nessas lojas couber na sua carteira, seja feliz!

 Leve seu doll pra casa e divirta-se com ele! Não é nenhum ‘crime contra a etiqueta’ do hobby, embora algumas pessoas acreditem que sim. O importante é você estar satisfeito com sua compra, sem se sacrificar de um modo desnecessário sob seu ponto de vista.

 Alguns gostam de apontar os dedos pra outros, dentro de hobby então, é um comportamento clássico. Esses mesmos adoram pregar o que é legal, o que é certo, o que é cool e parece que se esquecem que o principal objeto de se ter um doll é o passatempo.

 Uma diversão, algo pra te deixar tranqüilo e dar prazer no seu tempo livre e não uma dor de cabeça ou frustração a mais. Chegamos a ler numa determinada discussão que ‘baratear’ seu doll ‘é falta de amor próprio’.

 Como se o fato de não deixar de ir num cinema, se divertir com amigos, comprar aquele sapato que queria ou pagar a conta do cabeleireiro, fizesse de ti um dono que se ama menos. Apenas porque podia ter economizado esse dinheiro pra comprar um corpo ‘original’ pro seu BJD.

 Nós achamos o contrário: se sacrificar coisas importantes na sua vida, como sair com amigos e se cuidar, pra juntar tudo pra comprar um doll é mais preocupante.

 Temos que lembrar que por mais importante que um hobby seja pro colecionador, é ainda um hobby e a vida pessoal, sim, é que deve ser bem cuidada. Claro que gastar a quantia equivalente a um doll certamente fará alguém sacrificar certos luxos como roupas novas todo mês, jantar toda semana em restaurantes legais ou até evitar comprar algo que não seja um artigo de primeira necessidade como um eletrônico ou um jogo; mas falta de amor próprio seria, na verdade, sacrificar tudo que se pode chamar de vida social apenas para poder sair se gabando por aí de como seu doll é original.

 Obvio que se prefere sacrificar tudo isso, sem sofrer, é uma escolha. Mas não desejar agir assim não faz com que sofra de baixa estima, é uma questão de prioridade, optar por comprar um corpo mais barato pro seu doll e ser feliz com ele do mesmo jeito, certo?

 Nesse caso de baratear o doll, não estamos falando sobre recasts (cópias piratas). A esse  respeito escreveremos num futuro post.


 Preconceito com doll chineses, existe?

 Existe. Como, aliás, existe com qualquer artigo mais barato que venha da China.

 Nesse caso não sabemos dizer se o preconceito é somente porque o doll ter uma qualidade inferior (o que não é desculpa porque isso é problema só de quem comprou) ou se é algo mais profundo e vergonhoso, como imaginar que aquele dono não tem uma renda tão grande pra estar nesse hobby.

 Alguns colecionadores mais xiitas simplesmente esquecem que outros podem somente gostar muito do modelo da loja chinesa X u Y e não porque é mais barato. E mesmo se o fator for dinheiro, voltamos à máxima lá de cima: A grana usada foi tua? Não? Então larga de ser besta e deixa o outro ser feliz.

 Tem donos que dizem que não olham, não comentam e mal conversam com donos de BJDs inferiores e ‘feios’ e infelizmente não me refiro apenas às pessoas de fora do nosso país.

 Olham torto e comentam o quanto o doll é horrendo, a escultura ruim e como a resina é amarela e de baixa qualidade. E dizemos isso com conhecimento de causa, pois já vimos e ouvimos tais comentários.

 E não evitaremos falar aqui no nosso Blog, porque é algo real, acontece muito e talvez, você que é novo no hobby, passe por isso um dia, logo, devemos prepará-los caso se deparem com esse comportamento e o post texto também serve de alerta pra quem ainda mantêm essa mentalidade rever seus conceitos.


MaoZhao - Angell Studio (loja chinesa)


 O hobby está aí pra quem quiser entrar, como quiser, quando puder, com o doll de qual loja desejar. Ninguém é obrigado a elogiar ou simpatizar com todos os donos ou/e seus dolls, mas um pouco de respeito faz bem em qualquer comunidade. Aliás, educação é questão social e algo bem maior que apenas regra de etiqueta de um mundinho de hobby.

 Mas se deseja comprar um doll original de uma loja chinesa, pesquise a respeito da resina, tente descobrir sua resistência, se a loja é de confiança e depois decida se quer esse modelo ou não. Independente de o motivo ser visual (por gostar do molde) ou econômico (porque é mais barato) o principal é ter em mente que vai gastar em algo que precisa gostar e ter certeza se é isso mesmo que quer.


- E preconceito com lojas caras, é possível?

 Sim.

 E vem em contra mão ao preconceito com as lojas chinesas. Irônico e curioso, né?

 Temos o preconceito contra quem compra BJDs mais baratos e em contra partida, também contra quem compra os mais caros.

 Geralmente, mas não somente, o nariz torto vem de quem possui os dolls mais baratos. Às vezes o motivo é até justificável, mas não perdoável.

 Tais donos alegam que os os colecionadores de BJDs mais caros, os olham feio e destratam. Ou que ignoram os seus e a eles por terem itens mais barato e não da marca ‘x’.

 O problema é quando julgam a todos os donos da marca ‘x’ como aqueles que os destrataram, ou quando automaticamente acham que estão sendo ignorados por culpa dos colecionadores que preferem os dolls mais caros, preferência essa vindo, na maioria das vezes, simplesmente de gosto pessoal pelo estilo da loja e não necessariamente pelo valor a ele dado.

 Não possuo muitos dolls da loja mais difícil de comprar, e por conseqüência mais cara (Volks), mas já vi muitos compradores sofrerem com comentários maldosos a respeito do quanto gastam com seus BJDs ou itens. Muitos, inclusive, costumam ser etiquetados como ‘elitistas’ por esses outros colecionadores, independente de suas opiniões ou forma de encarar o hobby – simplesmente por terem um doll da Volks. O que é em si uma outra forma de preconceito.

 Como se o fato de poderem pagar (por terem uma renda melhor) e por isso gastar mais fosse errado.

 Mais uma vez: Se não está sacrificando necessidades básicas, qual o problema? Quem tá pagando, afinal?

SD17 Williams - Limitado da Volks 


 Os comentários são diversos, desde: o doll da loja ‘x’, ‘y’, ‘z’, é feio, cabeçudo, sem graça, até algo como: ‘Fulano só compra dessa loja pra ser famoso’.

 Porque alguns donos acham que quando se compra o doll da Volks (ou insira aqui outra loja famosa) se ganha fama instantânea e que essa vai mudar o mundo de algum modo.

 Se cada um fosse feliz com o que tem e o que escolheu pra si, o importante seria o que cada um sente a respeito do seu próprio BJD e não o que a comunidade vai pensar, o quanto vai adorar meus personagens, ou meu doll caro da loja tal ou ainda o quanto odeiam e/ou ignoram meu da loja ‘fulana’ porque ele é mais barato.

 Não podemos mudar a cabeça das pessoas, né? Mas se aceitarmos mudar um pouquinho a nossa, o hobby se tornará mais prazeroso pra si e isso vai se espalhar aos poucos, deixando um clima mais harmônico e agradável pra todos. São pequenos atos que fazem a grande diferença e pra mudar as coisas, precisamos primeiro consertar o que está errado em nós. 


- Comprar um doll só pra ter?

 Certa vez, fui acusada por uma colecionadora de querer comprar um doll ‘apenas para ter’.
Nem entrarei no mérito de como isso é redundante, tendo em vista que seja por qual motivo for que comprar um BJD, automaticamente o terei.

 Darei a isso uma luz sobre mais um tabu estúpido que percebi por parte de algumas pessoas e confesso, já tive minha cota de também pensar como elas.

 Quando se compra dolls pra encarnar personagens que já existem escritos e cujo boneco será todo customizado pra entrar nessa personagem, é complicado imaginar que alguns colecionadores querem BJDs apenas porque sim.

 O ‘sim’ aqui quer dizer: porque acham bonitos, porque encaram como objetos de arte, porque colecionam várias coisas, inclusive BJDs, ou simplesmente porque gostaram de um em especial e querem tê-los.

 Simples assim, sem personagem, sem história e quiçá sem um nome próprio aquém do modelo da loja.

 Há alguns anos percebia comentários de membros novos na comunidade dizendo que se sentiam excluídos por seus dolls não terem um background, ou ser um personagem tão antigo, quanto de outros donos. Como se pra fazer parte do grupo precisassem que seu boneco/boneca encarnasse uma história já pronta, já montada ou mesmo que imediata.  Pra ser bem quisto o BJD precisaria de uma personagem pra vesti-lo.

 Depois de um tempo analisando cheguei a conclusão de que essa é uma maneira limitada de se pensar.

 O costume de comprar doll pra encarnar personagens é mais ocidental do que oriental (e a ironia é que eles foram criados no oriente, olha só). Nesses países muitos donos apenas dão um nome ao seu BJD.

 Isso não quer dizer que se apegam, ou gostam menos deles que nós, ocidentais. É apenas uma questão de cultura, de gosto e de comportamento.

 Notei o forte preconceito contra comprar um doll apenas por achar o modelo bonito, sem personagem em mente, quando finalmente abri mão de pensar de modo tão tacanho e me deixei ser feliz, do meu jeito, aos meus moldes, na comunidade. Então, fui criticada por outra dona, que me disse as palavras já citadas, que eu ‘compraria um doll só por ter’.

 Sim, eu comprei.

 Não apenas um, mas muitos outros de uns tempos pra cá. Aliás, comprei meu último doll, completamente diferente do que tinha imaginado a principio pra uma personagem já criada, apenas por achar o modelo bonito. O mais legal é que antes nem curtia esse modelo, mas graças às belas customizações de donos (incluindo a Anna G daqui do blog que tem um) desejei comprá-lo e adaptar a personagem a ele.

 E digo mais: se achar algum outro BJD que eu goste do molde apenas por ser bonito e não tiver nenhum personagem em mente pra montá-lo, ou usar como desculpa pra adquirir, o compro. Tendo condições pra isso, sim, o farei. Apenas pra tê-lo.


Dimi - Meu BJD de segunda mão (também pela Anna G.) que não apenas comprei só porque achei o modelo lindo, como também adaptei o personagem a ele e não o contrário. Tapa na cara da sociedade? X'D


 O mais importante é como me divirto com meus dolls, como gosto de customizá-los e imaginá-los e não como outros colecionadores consideram certo ou adequado.


 Esses não são todos os tabus velados que já vimos, existem ainda muitos outros, que falaremos em mais posts e você que está lendo e já foi vítima ou apenas presenciou algum comportamento estranho entre os colecionadores, pode sugerir o tema aqui nos comentários, pra que possamos escrever a respeito e tentar deixar claro de uma vez por todas:

 Isso é apenas um hobby, não existe um jeito certo ou errado, apenas o jeito que lhe convêm. O jeito divertido, criativo.


Rowan (ainda sem customização e com cara de loja) dando a sua opinião XD



 Beijinhos a todos que continuam nos acompanhando e até breve!


 ^^/


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Do Girino ao Príncipe - Meu doll já foi um sapo



 Trocando fotos com a Anna e a Chibi Lilie percebemos uma coisa: Quando éramos novos no hobby nossos gostos ainda não estavam refinados e passamos pela fase ‘dolls não muito lindos’. X’D

 Então pensei em escrever esse post, porque muitas já passaram ou passarão por isso e não quer dizer que seja motivo de vergonha, muito pelo contrário! ^^/

 E aí, já se fez a pergunta abaixo...?


 - Meu doll: um Girino?

 Há uns sete anos, quando entrei pro hobby, meu primeiro doll veio com make default de loja que fazia parte do fullset dele. Obviamente queria customizá-lo logo, pra ficar com a carinha do personagem e não do molde de base, mas não sou artista de make e só quebro um galho quando não tenho como passar pra artistas que admiro e que sei que farão um trabalho profissional.

 Ver meu doll tanto tempo com a make default começou a me dar gastura, porque alguns tons destoavam da wig e não tinham nada a ver com o personagem, então a partir do meu terceiro doll, um MSD, resolvi tentar fazer a make sozinha...

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Domi com make default (da loja) e wig cinza: sobrancelhas brancas que não casavam com novas cores de wig


 ...Pra começo de conversa, não tinha nem MSC pra usar, então comprei um verniz fosco da Acrilex e pensei que poderia dar um jeito com isso mesmo, sabendo que não seria grande coisa, mas era só um começo e teste. Assim sendo, ok, né?

 Mas o verniz da Acrilex não é, definitivamente, indicado pra se fazer faceup de BJDs: Ele dá brilho demais na resina (mesmo o fosco) e parece que o doll tá suado e com a pele toda oleosa, sem contar que o lápis não adere, porque o verniz não deixa a resina porosa. Enfim... ficou muito ruim mesmo!

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Exemplo de uso do verniz da Acrilex: brilho demais na resina


 Só que o que importava pra mim é que meu doll estava com uma make que fiz sozinha e com a... digamos cara, que eu quis! E isso me deixava feliz, orgulhosa e satisfeita!!

 Olhando as fotos antigas percebo que no inicio do hobby temos uma satisfação tão grande com nossos dolls que algumas vezes não ligamos muito se a make que fazemos está ruim, porque pra nós está ela linda e perfeita.

  É um tipo de termômetro de cada colecionador, que com o tempo vai se estabilizando.


 - O príncipe que nunca foi sapo

 Muitos que entram no hobby hoje em dia têm a sua disposição várias artistas internacionais de makes, famosas no meio de BJD e algumas grandes artistas aqui no Brasil também e acho que alguns desses pulam a fase de ver o doll não muito atraente. Eles meio que recebem o doll pronto.

 No entanto, não ter passado pelo doll ‘sapinho’ não faz de nenhum colecionador especial ou um grande expert desde o começo: mesmo essas pessoas acabam cometendo erros básicos que outros colecionadores que tiveram mais tempo de amadurecer no hobby – ou mais experiência sem querer tudo ali pronto – talvez não cometessem. Ou seja: nesse hobby muitas vezes é bom aprender com os próprios erros no início, do que tentar chegar sabendo tudo e escorregar no meio do caminho. :3

 Tem também quem escolhe o artista de faceup pela popularidade que ele tem, o que é normal também. Em todo hobby (e em especial em BJD, que lida com egos), sempre há o grupo que quer ser mais conhecido, famoso ou importante, se destacar entre os demais.

 Não é agradável, mas é real e isso é uma questão de postura e do que cada um procura pra si quando compra um BJD. Creio que não deve haver um manual de como cada um deve se portar com o SEU doll... se a pessoa está feliz e se diverte assim, é um direito dela contanto que não imponha seus critérios sobre os outros.  ^~


  - E os sapos que sempre foram príncipes!

 Honestamente acho que é muito bom passar por essa fase ‘tosquinha’ e ver o doll evoluir! Independente de ser você quem evoluiu ao ponto de deixá-lo perfeito com makes fabulosas ou se pagou pra alguma artista mais expert customizar a faceup do seu doll.

 É o seu termômetro que evoluiu e isso e serve também pra sentir o quanto ama o personagem e o doll mesmo ele não estando lá uma ‘brastemp’, né?

 No fim das contas, o que importa mesmo é: se o seu BJD ainda não está daquele jeito que você imagina/imaginou e a sua técnica com faceup ainda não é das melhores, não desanime! Com o tempo vai evoluir, junto com seu termômetro pro auto julgamento de seu próprio trabalho, seja em faceup, em costura, em fotografia...

 Uma das melhores coisas nesse hobby é aprender e desenvolver novos lados artísticos que talvez não soubesse que possuía, e sempre que puder experimente! Terá pelo menos umas boas risadas pra dividir com suas amigas quando vir aquelas fotos antigas! X’D

 Aprender a rir de si mesmo em certas situações é bom, nos faz lembrar que sempre passamos pela fase de newbie e de gostos até mesmo duvidosos, mas que nunca deixamos de nos divertir. X’D

 Com o passar do tempo, todas essas experiências servirão pra notar que quando ‘beijado’ aquele seu sapinho doll se tornou ou se tornará um belo príncipe! :3


 - Espelho, espelho meu: Deixarei de ser sapo um dia eu?

 Pra provar definitivamente que muitos donos (inclusive eu) já tiveram dolls com um visual sofrível, vou postar abaixo algumas fotos, entre elas da Chibi Lilie (que hoje é uma das mais talentosas artistas de faceups do Brasil)!

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 Joannã com a primeira make que eu fiz. Reparem no detalhe dos olhos e vejam que além de tudo eu também não sabia posicioná-los. XD

Joannã em 2011 (antes de ser vendido) com make nova feita pela Chibi Lilie 

Falando em Chibi Lilie, dêem um look nas primeiras makes dela. A mulé evoluiu mesmo, né? XD

Mas o mais legal é que apesar de não ter muita técnica, ela já ia ousando nas experiências ^^

Aqui, a Chibi Lilie já treinava com tinta acrílica e pincel, não só com lápis de cor...

 E esses são os seus dolls hoje, com suas makes!

Provando que o tempo e a prática fazem o esforço valer a pena!

É ou não é...

...Um baita avanço? <3

 E falando em avanço, mais alguns exemplos pessoais:

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Elvis com uma make por mim...

...E hoje com make da Chibi Lilie também!

Amadeus com sua primeira make, pela Chibi Lilie, que ainda estava começando a fazer faceup em BJDs...

E Amadeus hoje com make pela Dandansama: Outra grande artista de faceups pra BJDs aqui no Brasil! <3

Wolf com make por mim, resina com aspecto oleoso por causa do verniz da Acrilex e make sofrível por minha falta de talento nessa área... XD

E o Wolf hoje, com make decente e linda pela Dandansama! ;3;


 E aí, é ou não é inspirador saber que mesmo se sentir que seu doll não está exatamente como deseja no momento, ele estará completo, perfeito e lindo pra você no futuro?


 Por isso: divirtam-se hoje, amanhã e sempre com seus meninos de resina e até o próximo post!


 *Agradecimentos as artistas Dandansama e Chibi Lilie pelas excelentes faceups e por ajudarem a deixar os meus meninos de resina exatamente como eu desejava! ^-^=


**E pra Anna, pelos retoques no texto. <3

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Luz, Câmera, Ação: Stop Motion com BJDs X3

 E ai, povo, beleza?

 Na última atualização eu expliquei que as News passarão por uma pausa por falta de tempo meu e da Anna, né? Mas disse também que os posts esporádicos com dicas, tutoriais e curiosidades continuariam e voilà: Aqui estou novamente! >3

 Na verdade o que vou falar nesse post não é uma grande novidade, nem um baita tutorial, mas pode ajudar quem quiser tentar se aventurar - junto com seus meninos de resina - por algo bem divertido e que particularmente amo: Stop Motion.

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Atorezinhos da minha primeira animação em Stop Motion: Petit Johann e Petit Anya :3


 Muitas pessoas que não colecionam BJDs falavam que eu devia tentar fazer um stop motion com eles, por serem bem articulados e confesso que sempre dou busca no Youtube atrás desses videos que acho o máximo.

 Minha paixão por esse tipo de animação começou quando era bem nova, uns 5~6 anos. Assisti Rudolf - A Rena do Nariz Vermelho, que passava sempre em época festiva de final de ano no SBT da vida. Ficava fascinada vendo os bonequinhos se mexerem, com  movimentos meio duros ainda, de quando essas animações eram todas feitas no bração mesmo, sem ajuda de CG (e embora ache o avanço do CG um grande facilitador, ainda prefiro o Stop Motion feito quase todo apenas com os bonecos).
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Rudolf - A Rean do Nariz Vermelho: O primeiro Stop Motion que vi na vida



 Então no ano passado aprendi a fazer GIF animado no photoshops (é, só aprendi no ano passado, sou dessas atrasildas em tecnologia) com a minha amiga Invisible-Key e fiz um curtinho da Anya, mandando beijinho, que postei no meu deviantart.
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Gif que fiz da Any, pra vê-lo clique AQUI


 Amei a experiência e corri atrás de um amigo e de pessoas na net perguntando sobre programas bons pra se editar vídeo e como o Gui usa o Sony Vegas (e esse amigo indicou também), me aventurei com esse mermo. 

 O que gostei muito é que o SV não é um programa mega complicado, dá pra fazer uns efeitos muito legais, acrescentar musicas, legenda... enfim! Tudo o que precisava pra fazer mais algumas experiências. 

 E numa tarde em que tava de bobeira, com uma ideiazinha simples na cabeça, me armei de paciência, coragem, dolls e câmera e fui a luta, digo... as fotos. XD


 Vou passar uma listinha geral do que usei, caso vocês queiram tentar:

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Foto usada em uma foto história: postei aqui pra mostrar o background (parede em papel paraná) e a luminária 


 1 - Luminárias de mesa (usei luz quente porque queria um efeito mais aconchegante...)

 2 - Triplé (extremamente necessário, é impossivel fazer um Stop Motion sem um tripé, sério!)

 3 - Câmera fotográfica (erm... então, não precisa ser uma baita câmera não, contanto que ela tenha um bom estabilizador e macro)

 4 - Parede feita em Papel Paraná pro cenário (se quer algo que não dê muito problema de continuidade use SEMPRE um cenário feito por você, com todas as peças colocadas no mesmo lugar e fotografe a ordem delas - caso a sua animação seja longa e você precise de mais de um dia fotografando, isso vai ajudar a saber onde estavam todos os elementos da cena)

 5 - Editor de imagem (photoshops, nem?)

 6 - Editor de vídeo (usei o Sony Vegas 4)

 7 - E uma cadeira (porque manu, coluna XD)




 Não posso dizer exatamente quantas fotos precisaria em uma animação, pois depende do roteiro. Pode ajudar (e muito!) se fizerem um storyboard, assim terão uma ideia exata de cada cena e de mais ou menos quantas fotos sequenciais precisariam. É... então... eu não fiz um storyboard, mas prometo que na próxima faço e posto aqui pra vocês também (e crianças, não repitam o erro da titia: Façaaam um storyboard X'D)!


 - Luz, Câmera, Ação

 Não tem muito segredo não, você vai ajeitar a luz e deixar como quiser e no clima que precisa pra cena, posicionar o tripé com a câmera e mandar ver nas fotos, mas muita atenção sempre pra não mudar a posição do tripé ou da câmera durante o processo, pois isso faz com que a cena mude o angulo e vai te dar um grande problema de continuidade.

 Outra coisa importante é que devem tomar cuidado quando moverem os dolls pra simular  os movimentos, façam devagar e com pouco espaçamento entre um gesto e outro, pra que a movimentação seja o mais fluída e natural possível, o que também vai ajudar na continuidade da sequência.

 Façam quantas fotos forem necessárias da mesma cena, aconselho umas 4 de cada, no mínimo, pois se tirarem apenas uma de cada (ou de determinada pose) e ela sair sem foco ou com algum erro, não vão ter como recriá-la igualzinha depois... e poderão ficar brechas enormes entre um frame e outro (comprometendo a movimentação do doll).

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No micro curta Johann e Any Piano e Câmera usei 311 fotos pra cerca de 1 minuto de animação


 Editem todas as fotos usando as mesmas ferramentas (quando possível) em cada uma delas (parece óbvio, mas achei importante dizer) pois se mudarem drasticamente a edição em uma ou outra, vai dar diferença de cor, luz, etc... caso seja preciso, editem até que as fotos fiquem bem parecidas umas com as outras.

 Ainda a edição: quando cortarem as fotos pra montagem no editor de vídeo, usem a ferramenta de corte com as mesmas medidas (exemplo 500px por 300px), pois se tiverem diferença na largura e altura da foto quando montá-las no editor, vão aparecer como um frame fora do padrão e comprometer o resultado final.


 - Eu Me Remexo Muito?

 Pra um stop motion ficar fluído e com boa velocidade uso o tempo de 0,01segundo em cada foto e vou ajeitando manualmente o tempo de cada legenda e fade (aquele efeito que vai escurecendo o vídeo aos poucos até a imagem sumir). 

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Pra conseguir uma animação de movimentos mais fluida, utilizei o tempo padrão de 0,01 segundo em cada foto


 Nesse caso vai do gosto e da necessidade de cada um, pra legendas maiores, mais segundos e assim por adiante. :)

 Com o editor de vídeo podemos acrescentar as músicas, efeitos sonoros, filtros, etc... é só usarem a imaginação! >3

 O resultado final do meu primeiro Stop Motion com meus dolls vocês conferem logo abaixo:


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Johann e Any: Piano e Câmera



 Como já tava no gás com o editor de vídeo (XD) aproveitei pra transformar aquele antigo GIF do DA em mais uma micro animação:
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Saudade, Papochka
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 E ae, curtiram? >3


 Aqui tem mais alguns vídeos feitos por outros donos de BJDs pelo mundo afora:


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 Confesso que estou louca pra tentar mais algumas, quem sabe com os dolls maiores, hm? <3
 
 Que tal usarem as dicas e tentarem fazer seus próprios Stop Motion e mandarem o link aqui pro Make Me Real Blog pra gente compartilhar? Seria bem divertido, né? 


 Beijinhos e até a próxima, povos!